14 outubro 2019

JUVENTUDE EM FESTA

JUVENTUDE EM FESTA



Decorria o ano de 1966, e os párocos da concelhia de Penafiel, resolveram organizar um festival de confraternização interparoquial das juventudes.

As autoridades locais e concelhias não só apoiaram esta iniciativa, como fizeram questão de marcarem presença, mostrando o seu apreço e carinho, por estas realizações, que alguém as baptizou de “Festivais da Juventude”.

Assim no domingo de 24 de Julho de 1966, teve lugar o Festival da Juventude de Bustelo, Santa Marta e Croca, na Quinta de S. Pedro situada na freguesia de Croca.

Ás 9 horas todos os jovens se concentraram junto à capela, onde foi celebrada a Santa Missa. Ao ofertório, rapazes e raparigas entre cânticos, aproximaram-se do altar, com as insígnias da sua profissão: lavradores, carpinteiros, alfaiates, estudantes, costureiras, domésticas, etc.

No final da missa, deu-se início ás actividades desportivas, sob o lema “Mens Sana In Corpore Sano” (uma mente sã, num corpo são), onde cada um ou uma procurou concorrer e ganhar, dentro de uma sã camaradagem e desportivismo.

Distinguiram-se nas modalidades femininas:

Estafeta – Grupo de Santa Marta
Corrida de Saco – Maria B. M. Pinto – Bustelo
Corrida do ovo – Maria B. M. Pinto – Bustelo
Agulha – Maria O. S. Gomes – Santa Marta

Nas provas masculinas triunfaram:

Lançamento do dardo – João Benedito Melo da Cunha – Bustelo
Tracção à corda – Grupo de Bustelo
Atletismo
1500m – Abel Magalhães da Silva – Bustelo
3000m – Joaquim Lourenço – Santa Marta
Estafeta – Grupo de Santa Marta


Depois veio o almoço. Tudo que levaram foi posto em comum, para que melhor se sentissem irmanados em confraternização sincera.

Nele tomaram parte as pessoas mais representativas do concelho de Penafiel, e assim entre os jovens viam-se o Reverendo Padre Albano Ferreira de Almeida, vigário da Vara de Penafiel, o Sr. António Mendes de Vasconcelos, Presidente da União Nacional, o pároco Manuel Leal de Marecos, da Mesa da Santa Casa da Misericórdia, o Presidente da Comissão de Assistência, Justino de Carvalho, e o Instrutor da Mocidade Portuguesa, sr. José Ferreira de Lima. O Sr. Presidente da Câmara, Coronel Cipriano Alfredo Fontes, cônscio das suas responsabilidades perante a juventude do concelho, enviou uma mensagem onde manifestava o seu desgosto por não poder estar presente, como era sua vontade.

No final do repasto, os párocos dirigiram saudações a todos os presentes. O Reverendo Padre Albano manifestou o seu regozijo pela elevação, pela dignidade, e pela fidalguia com que os rapazes e raparigas presentes se estavam a conduzir, fazendo votos que esta feliz iniciativa se realize, todos os anos.


Pelas 15 horas, deu-se início à parte artística e recreativa, com exibições de folclore, recitativos, concurso de quadras, vestido de chita, de aventais e chapéus enfeitados.

Demonstraram qualidades de declamadores os estudantes Minelvino Costa e as irmãs Lina e Maria José Canedo, de Bustelo.

O conjunto “Águias de Santa Marta”, fez delirar toda a assistência, que lhe tributou calorosos aplausos pelo primoroso desempenho musical e vocal.


No concurso do avental distinguiu-se Júlia de Carvalho, de Santa Marta, e no do chapéu, Maria Lídia de Bustelo e no vestido de chita, Maria Gomes de Bustelo.

Evidentemente que para os jovens de hoje estas coisas fazem pouco sentido, já que a sociedade lhes proporciona outras distracções, mais apelativas, e isto para eles são coisas fora do prazo de validade, retidas no sótão das memórias dos seus pais.

Fernando Oliveira – Furriel de Junho

11 outubro 2019

VEJA A DIFERENÇA

VEJA A DIFERENÇA

No antigamente
Hoje
clicar nas fotos para ampliar a imagem


- Penafidelenses!

Ou é de mim, ou falta algo na Santa. 

Será que estou a ver bem? Pelos vistos, deixou de ser Rainha de Portugal.

Vamos lá ver, se os amigos vêem o mesmo que eu...

16 setembro 2019

O CORTA FITAS

O CORTA FITAS

JANTOU EM ENTRE-OS-RIOS


Américo Tomás, Presidente da República Portuguesa durante muitos anos, era conhecido por corta fitas. 

Era almirante da marinha e trajava geralmente de branco com os seus dourados a reluzirem na sua farda de marinheiro.



Percorria o país de lés a lés a inaugurar todo o tipo de coisas como: pontes, escolas, hospitais, barragens, hotéis, feiras agrícolas, etc..



Todas estas inaugurações eram procedidas de um cortar de fita, e como o homem estava em todas, daí ser apelidado de corta fitas.

Tanto se deslocava de comboio, como de Rolls - Royce de cor preta, pertença do estado português.



Nestas deslocações, antes de chegar ao destino final, haviam várias paragens pelo caminho, para cumprimentar não só as autoridades locais, civis e militares, como saudar o povo.




Foi nesta condição que o vi duas vezes em Penafiel, sendo a primeira em Novelas, no dia 31 de Agosto de 1964, vindo de comboio da cidade de Bragança (quando o trem ainda lá chegava), onde foi assistir às festas comemorativas do 5.º centenário da cidade, e a segunda no dia 24 de Setembro de 1967, cujo destino era a inauguração da Ponte Nova na Vila de Amarante, que entretanto, adquiriu o estatuto de cidade, no dia 8 de Julho de 1985.




No domingo, de 24 de Setembro de 1967, Penafiel acordou enfeitada com colchas a ornamentar as varandas das Avenidas Egas Moniz, Sacadura Cabral e a Praça Municipal.



Pelas 10 horas, ouvem-se as motos dos batedores da PSP anunciando a chegada do Senhor Presidente da República, Almirante Américo Tomás acompanhado do Ministro do Interior, Alfredo dos Santos Júnior, das Obras Públicas e Corporações, José Machado Vaz. À passagem da comitiva, das varandas eram lançados papéis verdes e vermelhos cores da bandeira nacional. 

 


Junto ao município, uma multidão com mais de seis mil pessoas, aguardava a chegada do Presidente da República juntamente com o Presidente da Câmara, o Sr. Coronel Fontes, o Comandante do RAL 5, Comandante da GNR, Mesa da Misericórdia de Penafiel, Chefes de todas as Repartições, Legião Portuguesa, organismos locais com os seus estandartes, formações dos Bombeiros Voluntários de Entre -os- Rios, Paço de Sousa e Penafiel, a Banda de Música de Rio Mau e representações de todas as freguesias do concelho que eram 37, tendo algumas presenteado Américo Tomás, como a de Oldrões que ofereceu duas toalhas em linho, tecido cultivado e confeccionado por gente desta freguesia, que foram entregues pelo pároco de Oldrões Antídio Coelho de Sousa ao Chefe de Estado. 




O ilustre visitante apeou-se do automóvel que o conduzia e depois de receber os cumprimentos das individualidades presentes, percorrendo parte da Praça Municipal debaixo de uma grandiosa manifestação do povo ali reunido que o vitoriou durante o tempo em que Sua Excelência passou defronte dos Paços do Concelho sempre sorridente e agradecendo os vivas e demais provas de estima que lhe foram dirigidas.



Novamente no automóvel o Sr. Almirante Américo Tomás despediu-se finalmente da multidão seguindo o seu trajecto visivelmente satisfeito com a homenagem que a nossa terra lhe tributou e que o sensibilizou significativamente.




Chegado à Vila de Amarante fez uma visita à fábrica Tabopan, acompanhado pelo fundador da mesma o Comendador José Gonçalves de Abreu. Terminada a mesma, seguiu para a Ponte Nova, onde o Chefe de Estado foi recebido triunfalmente. 

 

No uso da palavra a dada altura faz a seguinte referência a Penafiel:



Aqui estou e quero aproveitar este momento para agradecer a todas as populações por cujas terras passei, e, muito especialmente a Penafiel, para quem já tinha mais de uma dívida de gratidão e que agora aumentei de mais uma...”.

De regresso ao Porto, Américo Tomás acompanhado da sua comitiva jantou na magnífica Estalagem Miradouro de Manuel Luís Alves, em Entre-os-Rios, Penafiel.





Foi recebido por muito povo junto à Ponte Duarte Pacheco, onde foi saudado com uma salva de 21 tiros e pelos Bombeiros Voluntários de Entre-os-Rios que se apresentaram com a sua fanfarra.



Apresentaram cumprimentos ao Sr. Presidente da República os srs. Dr: Carvalho Mendes, Dr. Manuel Alves Moreira, Reverendo Padre Augusto e o 2.º Comandante dos Bombeiros, António Pinto.




Chegado ao Restaurante Miradouro, e da varanda que dá para o rio pode ver uma apreciável sessão de fogo de artifício de bonito efeito, confeccionado pelo pirotécnico da nossa terra, sr. Gaspar José Rodrigues.



À esposa do Chefe de Estado, Dona Gertrudes Ribeiro da Costa, foi-lhe oferecida pelo donos da Estalagem Miradouro, duas toalhas em linho, tecidas à mão, o que é tradicional desta região.



Depois de jantar, sua excelência e restante comitiva rumaram à cidade do Porto.




Hoje não faltam por aí corta-fitas de ocasião, mas por mais que se ponham em bicos de pés, nunca atingirão o brilho, a pompa e circunstância do antigamente.

Fernando Oliveira – Furriel de Junho

21 agosto 2019

O FERREIRO MANUEL ARRISCADO

O FERREIRO
MANUEL ARRISCADO



Em tempos que já lá vão, na cidade e concelho de Penafiel, havia muitos artífices que trabalhavam o ferro.

O grande fole de cabedal ligado à forja para avivar o lume onde crepitava o carvão vegetal, que servia para aquecer o ferro até este ficar em brasa, que depois era trabalhado na bigorna ou no torno pelo ferreiro.

A música do martelo sobre a bigorna, marcava o ritmo do trabalho.



Quem percorre as ruas da cidade de Penafiel, pode admirar as formas e os feitios das varandas e portões em ferro do velho casario.


Ainda hoje aparece no dia do Corpo de Deus, o Baile dos Ferreiros, com a sua dança de espadas, embora esta arte esteja em vias de extinção.

Mas agora vou contar uma história que acabei de ler, tendo como protagonista principal o ferreiro Manuel Arriscado.



Vivia no antigo Largo de S. Bartolomeu, hoje Av. Zeferino de Oliveira, e quando alguém lhe pedia algo relacionado com a sua identidade, ele respondia mais ou menos assim: Manuel Arriscado, bufão e malcriado, morador na porta mais larga de S. Bartolomeu, em Penafiel.

Era um homem muito bem disposto, tendo sempre uma graça para dizer, ou uma anedota para contar e fazia-o em qualquer parte, perante um auditório que o escutava com ansiedade, composto de pessoas que o estimavam e que viam nele um espírito folgazão cheio de optimismo.

Claro que o amigo Arriscado, não era bufão, nem malcriado, somente procurando, dentro do seu espírito folgazão, gracejar com as pessoas que o abordavam puxando a brasa para a sua sardinha como é costume dizer-se.



Um dos seus clientes que volta e meia acedia aos seus serviços era o Dr. Carlos Santos juiz da Comarca de Penafiel.

Manuel Arriscado fazia as reparações no seu carro de cavalos, que o mesmo utilizava para se deslocar.



Sucedeu que a determinada altura, o ferreiro Arriscado cometeu qualquer transgressão, e teve que responder no Tribunal Judicial e, julgado pelo referido juiz Costa Santos, acabando por ter que pagar uma multa de certa importância. 

 

Como é natural, pagou como pôde, nada dizendo ao juiz que continuava a passar à sua porta no carro puxado a cavalos, e a cumprimentá-lo como sempre fazia:

-Adeus, ó Manuel, como vai o negócio?


Ora acontece que um dia o carro do Dr. Juiz Costa Santos. Avariou e o Manuel Arriscado, ferreiro foi chamado para a necessária reparação já que conhecia como ninguém o veículo de Sua Excelência que ansiava pelo trem para seguir para sua casa.

Mestre Arriscado trabalhou com afinco, e pronto o veículo, o Juiz perguntou-lhe:

  • Quanto devo, ao Mestre, pelo conserto?



Manuel Arriscado olhou de cima a baixo o Doutor Juiz, e sem pestaneja pediu certa importância, à qual o Juiz ripostou:- Não será caro, Manuel?
  •  - Desculpe, senhor Doutor, mas é para pagar a multa em que Vossa Excelência me condenou!

O juiz riu-se e, bom homem como era, pagou e foi-se embora a comentar o caso à sua maneira. Não há dúvida que o Manuel ferreiro resolveu o seu problema do pagamento da multa, embora para o juiz não passa-se de um oportunista.

O Ferreiro, Manuel Arriscado, modesto como era a sua profissão, na cidade todos o tinham por homem honrado e estimado, e por boa pessoa, embora não fosse frequentador das igrejas, cuja memória resolvi trazer ao blogue.


Hoje já são em número reduzido os ferreiros existentes, que lá vão dando a custo as suas marteladas, afiando a ferramenta, que já gasta não consegue dar conta do recado.


No entanto há ferramenta, que por mais tempera que se lhes dê, já não se consegue afiar, limitando-se a ter direito a um espírito jovem, quanto mais não seja para não perder a ideia de aguçar a mente.

É a vida!

Fernando Oliveira - Furriel de Junho

19 julho 2019

1.ª EXPOSIÇÃO DE ARTESANATO EM PENAFIEL


1.ª EXPOSIÇÃO DE ARTESANATO


EM PENAFIEL


A 1.ª Exposição de Artesanato realizada em Penafiel, que esteve patente ao público, de 6 a 8 de Outubro de 1967. 
Esta exposição, foi levada a efeito, pela Comissão Municipal de Cultura, integrada no encerramento do Curso de Extensão Agrícola Familiar levado a efeito pela Estação Agrária do Porto, pelo Pároco de Penafiel Albano Ferreira de Almeida, e cerca de 30 alunas que durante três meses orientadas por uma equipa de jovens senhoras da Estação Agrária, conseguiram apresentar trabalho válido.




Foi inaugurada pelo Senhor D. Florentino de Andrade e Silva, que chegou pelas 16 horas à Assembleia Penafidelense, que percorreu calmamente a exposição, acompanhado pelas diversas individualidades presentes, tendo elogiado os trabalhos expostos.

Organizada em seguida uma sessão solene a que presidiu Sua Excelência Reverendíssima o Administrador Apostólico do Porto, D. Florentino de Andrade e Silva, que foi ladeado pelos Ex.mos Senhores Comandante do RAL 5, Dr, Juiz da Comarca, Delegado Procurador da República, Presidente da Assembleia Penafidelense, Dr. António da Silva Carvalho, Representante do Presidente da Câmara, Director da Escola Industrial de Penafiel, Dr. Aurélio Tavares, Subdelegado de Saúde, Dr. Francisco Brandão Rodrigues dos Santos Director Clínico do Hospital da Santa Casa da Misericórdia, Dr. Joaquim da Rocha Reis e Inspector da Estação Agrária do Porto, Engenheiro Sousa Andrade.

 
Eng.º Sousa Andrade no uso da palavra

Usaram da palavra os Senhores Dr. António da Silva Carvalho, como Presidente da Direcção da Assembleia Penafidelense, Professor Joaquim José Mendes, Presidente da Comissão Municipal de Cultura, Padre Albano Ferreira de Almeida, Pároco de Penafiel, Eng.º Sousa Andrade, Subdirector da Estação Agrária do Porto, a menina Cândida Gamboa de Carvalho, pelas alunas do Curso de Extensão Agrícola Familiar, e por fim, D. Florentino de Andrade e Silva.



Esta exposição, foi superiormente planificada e montada, no seu aspecto artístico, pelos senhores Escultor Júlio Margarido Carneiro Giraldes e José Luís Costa Rodrigues Oliveira , (Mestre Zé Luís), respetivamente Subdirector e Professor da Escola Industrial de Penafiel.

Com este certame, o primeiro do género na nossa terra, ficou bem evidenciada a variedade e a riqueza do artesanato penafidelense.



A lista dos expositores, presentes com os seus artigos, foi a seguinte:



Bordados

Escola Industrial de Penafiel

Maria Augusta de Araújo Correia de Rio Mau

Patronato da Sagrada Família Penafiel



Candeias

Escola Industrial de Penafiel

Cestaria

António Gomes Magalhães - Penafiel

 
Foto na Loja dos Tamancos - Rua do Paço Penafiel

Chancas

Alfredo de Sousa Lopes – S. Martinho

Manuel A. Afonso – Penafiel




Cobertores

Alzira da Silva – Luzim

Ana Rosa Pereira – Galegos

Casa de Jesus Misericordioso – Ordins Lagares





Cobres

Joaquim Pereira da Cunha – Penafiel

José Carvalho e Macedo – Penafiel

Rodrigo da Cunha Ferreira – Herdeiros – Penafiel

Vitorino Ferreira da Cunha – Penafiel




Correaria

Luís de Sousa Mendes



Cortiços

António Marques – Rio Mau



Estatuária

José da Rocha Ferreira de Melo – S. Martinho



Ferragens

Joaquim Ribeiro de Sousa – Novelas



Ferro Forjado

Escola Industrial de Penafiel

Joaquim Pereira – S. Martinho



Galão

Afonso Soares da Silva – Rans

Albina Sá Pereira da Cruz – Galegos

Ana da Silva – Galegos

Augusto Ferreira Cancela – Galegos

Aurora da Silva Santos – Galegos

José Pereira da Silva - Bombeiro e latoeiro de profissão


Latoaria

José Pereira da Silva – Penafiel

Manuel Ribeiro – Novelas



Limas

Aníbal Ribeiro de Sousa – Novelas



Linhos

Felícia da Conceição Guimarães – Boelhe

Franquelina Moreira da Rocha e Filhas – Cabeça Santa

Maria da Conceição da Silva Leite – Cabeça Santa

Maria Emília de Sousa – S. Martinho



Luvas de Apicultor

Maria José Oliveira Amorim – Rio Mau



Mantas de Tiras

Ana Rosa – Galegos

Casa de Jesus Misericordioso – Ordins Lagares

Maria Emília de Sousa – S. Martinho



Palha

António Augusto Duarte – Castelões



Redes

António Pinto Espincho e Filho – Eja

Octávio Monteiro – Rio Mau

Hilário Rodrigues Gomes – Rio Mau

Manuel Moreira Carvalho – Rio Mau

José Maria da Silva Rocha – Rio Mau



Rendas

Casa do Outeiro – Rio Mau

Escola Industrial de Penafiel

Maria Rosa Nogueira da Gama – Rio Mau



Talha

António Ferreira – Novelas

António Gomes Magalhães – Penafiel

Escola Industrial de Penafiel

Alfa-Indústria de Madeiras de Penafiel, Lda

 
Tamanco já gasto

Tamancos

Alfredo de Sousa Lopes – S. Martinho

Joaquim Duarte Ferreira – Bustelo
Tamancos novos- à venda na Loja dos Tamancos


Tanoaria

Joaquim Oliveira Rocha – Penafiel



Tapetes

Alzira da Silva – Luzim

Casa de Jesus Misericordioso – Lagares

Felícia da Conceição Guimarães – Boelhe

Franquelina Moreira da Rocha e Filhas – Cabeça Santa



Trabalhos de Madeira

António Moreira – Novelas

Escola Industrial de Penafiel

Maria Gomes Pinto – Rio Mau

Maria do Rosário Martins Pinto – Rio Mau



Xailes

Casa de Jesus Misericordioso – Lagares




No final, antes de se retirar para a cidade do Porto, D. Florentino de Andrade e Silva, fez questão de cumprimentar uma a uma, as trinta alunas que terminaram o Curso de Extensão Agrícola Familiar, dando a todas elas os respectivos parabéns.

Parece que foi ontem, mas já conta a bonita idade de 52 anos, a 1.ª Exposição de Artesanato Regional em Penafiel.

Se hoje as feiras de artesanato se tornaram banais por este Portugal, em 1967, era novidade na Cidade de Penafiel.

- Como o tempo voa!...- Pópilas!



Fernando Oliveira – Furriel de Junho