29 março 2015

TRABALHADORES DO COMÉRCIO



TRABALHADORES DO COMÉRCIO


Esta banda portuense, nasceu no ano de 1979, e era formada por Sérgio Castro, Álvaro Azevedo e João Luís Médicis sobrinho de Sérgio Castro que tinha apenas 7 anos.

Era característica deste grupo, cantar em português com sotaque à moda do Porto, com letras com um certo humor.


1980 – No mês de Julho, editam o single de estreia "Lima 5" que incluía no lado B o tema "Que Me Di­zes au Cuncurso". Estava já encontrada a per­sonalidade identificadora do grupo, baseada num hilariante bom humor e numa constante paródia ao sotaque portuense. 


Em Novembro desse mesmo ano lançam o segundo single, "A Cançom Quiu Abô Minsinoue" pelo selo independente Gira.



1981 - Em Abril, o grupo dá um salto a Londres para efectuar algumas gravações para o primei­ro álbum. Um acordo discográfico com a Poly­Gram celebrado no mês de Junho,leva-os a editar nesta multinacional o álbum de estreia "Tripas à Moda do Porto", antecedido pela publicação do single "Cha­mem a Polícia". 


1982 – Editam pela Polygram o álbum "NaBra­za". O disco é apontado por alguns como demasiadamente elaborado para o que se esperava do grupo. O insucesso do disco, a difícil fase escolar de João Luís (en­tão com 10 anos)  conduziu a uma pausa por tempo indeterminado na carrei­ra do grupo.


Em Março de 1986, a convite do Centro Regional do Norte da RTP, Sérgio Castro deita a mão a um tema nunca editado dos Arte & Oficio, grupo entretanto extinto, e transforma-o numa canção candidata ao Festival RTP da Canção. Com os "Tigres de Bengala" concorrem, ficando em segundo lugar.

 


1986 - Mais Um Membro P'ra Europa (LP, TDB). 

Sérgio Castro, que entretanto se mudara para Vigo (Galiza), onde se dedica à produção de grupos no seu próprio estúdio Planta Sónica, reagrupa a banda e grava "Mais Um Membro Para A Europa" [uma edição Tigres de Bengala] que inclui uma versão dum tema de Adamo, a que os Trabalhadores do Comércio deram o nome de "Molharei La Farture Dans Ta Tasse Chaude".



1990 - Depois de uma paragem de 4 anos o grupo volta a ressurgir, com João Luís Médicis já contando 17 anos e tocando baixo, e grava o disco "Sermões A Todo O Rebanho" que inclui os temas "Aim Beck USA", "Omo Sexual", "O Boto Útil (com Essa Nos Bais Fadando)", "Quem Toca Assim Num É Manco" (um solo de bateria de Azevedo) e uma versão de "Sex and Drugs and Rock'N' Roll" de Ian Dury justamente intitulada "Fado, Sexo e Vacalhau".


1996 - Novamente o humor a ser a imagem de marca dos Trabalhadores do Comércio, que veriam editado, um CD-Duplo intitulado "O Milhor Dos Trabalhadores Do Comércio", que inclui um "Bónus Traque" de uma gravação renovada de "Chamem A Pulíssia".


2007 - Surge "Iblussom" ("evolução" com pronúncia do norte), que apresenta 13 temas originais gravados ao longo de 2006 entre Vigo e Matosinhos.

Entre o rock, os blues, o reggae e a pop ligeira, o álbum integra, por exemplo, "Binde ber istu", um dos temas mais antigos do alinhamento, "200 kilus d`amôre", "Lucinda" e o tema que dá nome ao álbum, com a participação de Rui Veloso.


2011 – Gravam “Das Turmentas Hà Boua Isperansa” , explorando a sua reconhecida versatilidade musical, os Trabalhadores demonstram neste disco a sua habitual exigência ao nível da composição, do arranjo, da execução musical e da produção, sendo notável a evolução observável entre Iblussom (2007) e este último trabalho. A ecléctica mistura de músicos que contribuem para este disco tornam-no musicalmente rico e variado, fazendo o ouvinte passear-se ente o o Rock Sinfónico de Hino à Desanexassom, o Reggae de A Rebulussom, a Morna de A Cansom Quiu Abô Minsinoue, e a Electrónica de Fantuxada Mix, tudo isto entermeado por Soul, Rhythm’n’Blues e, claro, muito Rock. 

Como habitualmente, o conteúdo lírico deste disco apresenta-se como altamente crítico, desinibido, e de enorme relevância actual, recheado do humor e sarcasmo que caracterizam os Trabalhadores do Comércio.

Como as coisas neste país, não andam muito famosas, vamos seguir o conselho dos Trabalhadores do Comércio...







- Bom domingo!