11 dezembro 2012

AO ESCRITOR NOVELENSE



MANUEL JOAQUIM RODRIGUES
POETA E CRONISTA NOVELENSE

Foto de Manuel Joaquim Rodrigues
1930 – Nasceu a 12 de Dezembro, na freguesia de Novelas, no lugar de Bujanda. Descendente de família de agricultores, fez os primeiros estudos (1.º ciclo liceal), em Portugal.

1950 – Escrevia os primeiros poemas e crónicas, e passou a colaborar com vários jornais portugueses.
1954 – No dia 1.º de Dezembro chega ao Rio de Janeiro. Já no Brasil, foi correspondente especial do “Jornal de Notícias” do Porto, e colaborador e redactor de “O Mundo Português”.

1957 – Licenciou-se em contabilidade pela Escola Técnica de Comércio do Instituto Santa Rosa, do Rio de Janeiro.

1964 – Tornou-se bacharel em Ciências Jurídicas pela Faculdade Nacional de Direito, na Universidade do Brasil. 

1967 – Foi relator no curso ministrado pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra do Brasil, no Real Gabinete Português de Leitura.
Ligado a vários empreendimentos comerciais e agropecuários.
Pertence desde a sua fundação ao Elos Clube do Rio de Janeiro.
Membro do Real Gabinete Português de Leitura, Sociedade Histórica da Independência de Portugal, Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária.

Clovis Ramalhete, que escreve o prefácio do livro Retrato do Tempo, descreve desta maneira o seu autor:

“Esguio e bem posto, um sorriso em que todo ele ri e algo de espírito escapa, o passo lento, a exclamação administrativa rebenta, mas a qual logo um dito de ironia rectifica, eis em dois traços esse inesperado Manuel Joaquim Rodrigues.

Capa do livro
Do seu livro de poesia “Retrato do Tempo”, e como estamos em época natalícia, vou extrair o poema “O PRESÉPIO”, que reza assim: 

O PRESÉPIO

O primeiro homem com falta de juízo
Foi o Adão do paraíso,
Porque a mulher e a serpente
Bastaram para lhe tolher a mente,
E um homem que se deixa tolher por tão pouco
É louco.

E esse pecado, o primeiro, bastou
A tudo o mais que Deus criou
Para não ter a face
Que teria se Eva não pecasse.

Depois foi natural:
Cada homem a mais
Era um pouco de infernal
Amassado na herança do crime dos pais.

Caíram no passado gerações,
e gerações…
e, por fim, os profetas a dizer à Humanidade
em verdade
que Deus, feito filho de si mesmo,
havia de nascer
sem onde, havia de nascer
a esmo.

E nasce – era lei –
Mas tão humildemente
Que os homens taxaram-No demente
Quando disse que era rei.

E julgaram-No: sentença de matar.
(oh tremendo sacrilégio dos homens!
Que profanação mandar à cruz
O supremo imperador das coisas!)

É esta a certeza do que foi.
A do que há-de ser
está nas mãos duma criança que se viu nascer
ao só calor do respirar dum boi.
E criou-se o presépio em memória disto,
embora não haja memória à altura
do nascimento dum Cristo
como criatura…

1 Comments:

Blogger Fernando Beça Moreira said...

Amigo Oliveira este poeta novelense Manuel Joaquim Rodrigues é irmão do Sr. António Rodrigues de Bujanda, ainda vivo, avô do meu genro.

Um abraço


4:26 da tarde  

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