NO MAIOR INCÊNDIO EM PENAFIEL
Aí trabalhava José Nogueira Soares, conhecido por todos, pelo Nogueira do Gordo, que tinha o condão de aconselhar e entusiasmar os jovens para a vida, incitando-os à prática de educação física.
Deste convívio, nasceu a ideia da fundação de um clube desportivo, o qual veio a nascer com o desígnio de Sport Clube de Penafiel.
Acontece que no dia 17 de Outubro de 1935, pelas duas horas da madrugada, um incêndio que deflagrou na casa comercial de António Guimarães que existia à esquina da Rua Alexandre Herculano, alastrou rapidamente aos prédios vizinhos na Rua Pedro Guedes e que consumiu seis prédios, apesar de todo o esforço e boa vontade dos bombeiros de Penafiel, Paredes, Entre-os- Rios, Cete e os Portuenses da cidade do Porto.
Foi notória a falta de água, pois na altura não havia abastecimento ao domicílio, e montou-se um serviço de mangueiras, entre o lago do Parque do Santuário (Sameiro) e o local do incêndio, mas mesmo assim, não foi possível evitar a propagação da tragédia. Apesar de tudo, não se verificaram vítimas humanas.
Arderam os prédios de:
António Guimarães, D. Maria Henriqueta de Melo (que servia como sede da União Desportiva Penafidelense), o de António Soares Reis (livreiro), o da Pensão Central, o de Artur Oliveira, o da sapataria Zé Duas, a adega e loja de cabedais de Joaquim José de Oliveira.
Da noite para o dia, o fogo fez desaparecer para sempre todo este casario, onde se encontrava entre outras actividades, a sede do União e o berço do Sport que era o ponto de reunião da rapaziada dessa época.
Das cinzas, apareceu o Largo da Misericórdia com o formato que o conhecemos nos dias de hoje.



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